#323 – Brassando com Estilo: British Strong Ale (feat. John Palmer)

Entre as cervejas de alta densidade da tradição inglesa, a British Strong Ale ocupa um lugar curioso: não é tão robusta quanto um Barleywine, não carrega a oxidação esperada de uma Old Ale, e não tem o amargor proeminente de uma IPA. Ela existe num espaço próprio, entre os 5,5% e os 8% de teor alcoólico, definida principalmente pelo equilíbrio entre malte, ésteres frutados e uma secura no final que contraria a expectativa de quem olha para uma cerveja de alta densidade.

Neste episódio, Henrique Boaventura recebe John Palmer, referência internacional da literatura cervejeira, para uma conversa direta sobre como entender, construir e beber bem esse estilo.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#322 – Qualidade como cultura na produção de cerveja (feat. Alexandre Esber)

Todo cervejeiro caseiro já teve aquela cerveja que saiu perfeita. Lupulada na medida certa, corpo exato, a espuma que ficou até o fundo do copo. Aí veio a segunda produção tentando repetir, e saiu completamente diferente. No episódio 322 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe Alexandre Esber, engenheiro químico, mestre cervejeiro com 28 anos de experiência e responsável pela Academia da Cerveja (escola cervejeira da Ambev voltada ao público externo), para falar sobre o que separa sorte de qualidade.

Esber começou na Brahma e passou os últimos 28 anos dentro da Ambev, dividido entre produção e controle de qualidade. O ângulo que ele traz é raro: é alguém que conhece o processo industrial de perto, mas consegue traduzir esses princípios para quem produz em casa.

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#321 – A Hora Ácida #12: Julgando Forte, Cozalinda

Cervejas ácidas complexas são, por definição, as mais difíceis de avaliar em concursos. Além de exigirem juízes com experiência sensorial específica, elas carregam uma questão que o Brasil ainda não resolveu: os guias que definem os estilos foram escritos para o hemisfério norte, e o terroir daqui entrega resultados completamente diferentes.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe mais uma vez Diego Simão, da Cozalinda, para uma edição especial do Julgando Forte, onde a teoria e a prática se encontram no copo.

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#320 – Banco de leveduras, com Gabriela Müller

Banco de leveduras

A cervejaria faz o mosto. A levedura faz a cerveja. Essa premissa é amplamente conhecida. Mas, na prática, a levedura ainda é tratada por muitas cervejarias como mais um insumo descartável. Além disso, muito se fala sobre receita, ingredientes e processo, mas pouco se discute sobre como preservar a identidade genética dessa levedura ao longo do tempo.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura conversa com Gabriela Müller, Diretora Técnica da Levteck Tecnologia Viva, sobre o que de fato é um banco de leveduras profissional: da criopreservação ao controle de pureza, passando pelas regras que toda cervejaria precisa seguir para evitar a deriva genética.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#319 – Caçador de Estilos Perdidos #3: Kottbusser

Caçador de estilos perdidos #3

A cerveja alemã que nunca foi “pura” e por isso desapareceu

Quando falamos em cerveja alemã, a imagem imediata é de pureza, clareza e poucos ingredientes. A Reinheitsgebot virou símbolo de tradição. Mas essa narrativa esconde uma história mais complexa, e a Kottbusser é a prova mais direta disso. Ela foi uma cerveja real, produzida por séculos na Alemanha, que usava trigo, aveia, mel e açúcar. E desapareceu não por falta de qualidade, mas porque se tornou ilegal.

Neste episódio de Caçador de Estilos Perdidos, Henrique Boaventura mergulha na história, na técnica e no desaparecimento forçado de um estilo que pode ser recriado hoje por qualquer cervejeiro artesanal.

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#318 – Anatomia de uma cerveja: Krispy Lager

Krispy Lager

Um novo formato para dissecar uma cerveja de verdade

Henrique Boaventura estreia o quadro “Anatomia de uma Cerveja” com uma proposta simples e poderosa: pegar uma cerveja comercial e destrinchar sua criação do zero. Por isso, o convidado é Raul Schuchovsky, da Frohen Feld, de Curitiba, para contar a história da Krispy Lager: concepção, testes, ajustes e, finalmente, o que chega ao copo.

Além disso, a conversa é um retrato de como uma lager leve pode ser tecnicamente exigente. Afinal, quando a cerveja vira “folha em branco”, qualquer ruído aparece. Portanto, entender a Krispy é entender processo.

Para saber mais, aperte o play!

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#317 – A Hora Ácida #11 – Topzeira Ácida

Há anos, Diego Rzatki, da Cozalinda, defende que cervejas ácidas brasileiras têm identidade e qualidade suficientes para competir com qualquer cerveja do mundo. Em 2026, o Concurso Brasileiro de Cerveja deu uma resposta incontestável: pela primeira vez na história do evento, o Top 3 foi formado inteiramente por cervejas ácidas, e todas com estilos 100% brasileiros.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura e Diego analisam cada medalha, os bastidores e o que esse resultado significa para o mercado.

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#316 – Criatividade cervejeira (feat. Zonta)

Criatividade não é “jogar coisa” na panela

Henrique Boaventura abre este episódio do Brassagem Forte com uma provocação direta: será que a gente já chegou no pico da “papagaiada” ou ainda tem chão nesse universo da criatividade cervejeira? Para responder, ele chama Josué Zonta, carinhosamente chamado de “jovem encrenqueiro”, além de cervejeiro que começou como caseiro, passou pelo assacramento e hoje trabalha profissionalmente com uma assinatura clara: experimentar, brincar com ingredientes e buscar propostas fora do óbvio.

Logo de cara, o episódio contextualiza que criatividade não é sinônimo de aleatoriedade. Pelo contrário, Zonta defende que, para uma cerveja criativa ser “bem feita”, ela precisa combinar ingrediente, processo e intenção. Ou seja, não basta colocar algo diferente: é necessário saber o que se quer no copo e construir o caminho para chegar lá, mesmo quando o caminho muda no meio do processo.

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#315 – Brassando com Estilo: Experimental Beer

A categoria Experimental Beer (34C) do BJCP é, por definição, o último degrau do guia: um lugar pensado para qualquer cerveja que não se encaixe em nenhum estilo existente, nem mesmo nas inúmeras subcategorias de especialidade. Por isso, Henrique Boaventura e Fábio Koerich começam com um alerta que guia todo o episódio: “experimental” não é sinônimo de criatividade solta, e muito menos um atalho para fugir do enquadramento correto. Em outras palavras, é mais sobre incategorizabilidade técnica do que sobre “inventar moda”.

Além disso, o BJCP é claro: nada está fora de estilo em Experimental Beer, a menos que aquela cerveja possa ser inscrita em outra categoria. Portanto, a 34C deveria ser rara. Ainda assim, na prática, ela vira “porto seguro” para inscrições inseguras. E é aí que começam os problemas.

Dê o play ou continue a leitura para acompanhar esse papo!

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#314 – Decocção moderna, com Jamal Awadallak

Brassagem Forte #314- Henrique e Jamal

Por que a decocção ainda importa (mesmo com malte moderno)

A decocção clássica nasceu menos por romantismo e mais por necessidade. Antigamente, o malte era menos modificado, a medição de temperatura era limitada e nem toda cervejaria tinha tinas grandes (e caras) capazes de aquecer o volume inteiro com precisão. Por isso, a técnica de retirar uma fração da mostura, ferver e devolver ajudava a “criar rampas” ao misturar algo muito quente (próximo de 100 °C) com algo frio (20–35 °C), chegando a patamares estáveis no meio do caminho.

No entanto, a decocção não é só uma gambiarra térmica. Enquanto a fração fervida sofre estresse térmico, acontece gelatinização mais intensa dos amidos e maior exposição de amido “difícil de acessar”, além de reações que impactam cor e sabor. Como resultado, a cerveja pode ganhar caráter maltado, notas de pão/casca de pão e uma sensação de profundidade que, em estilos delicados, vira diferença real. E aqui entra a lógica central do episódio: em cervejas de perfil sutil, qualquer diferença faz diferença.

Confira mais um papo de altíssimo nível entre Henrique Boaventura e Jamal Awadallak!

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