#329 – Madeiras brasileiras também ganham medalhas

Brassagem Forte - Madeiras brasileiras

Quando o assunto é cerveja maturada em madeira, o pensamento vai para carvalho americano, barril de bourbon ou barril de vinho. Mas o Brasil tem uma tradição de maturação em madeiras nativas vinda do universo da cachaça, e cervejarias estão usando isso para criar produtos com identidade própria. Um dos exemplos mais expressivos é a Daoravida, de Campinas, que conquistou ouro na World Beer Cup 2026 com a Terminus, uma Barley Wine maturada em castanheira. Para contar essa história, Henrique Boaventura recebeu Wagner Falci, co-fundador da referida cervejaria.

Tudo começou em 2017, durante uma visita à Itália para uma colaboração com o Birrificio Del Ducato. Ao conhecer a adega de barricas da fábrica, Wagner ficou encantado. Voltou ao Brasil, comprou dois barris de carvalho, encheu sem preparo adequado e, contra as expectativas, saiu uma cerveja que ganhou ouro no World Beer Awards de 2018. Dali surgiu a obsessão. Em 2022, fez a virada para madeiras brasileiras: castanheira, bálsamo, cumaru e amburana entraram no projeto.

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O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck e da EZbrew

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#328 – A Hora Ácida: rolhas

Brassagem Forte - rolhas

Existe um fetiche bem documentado no universo da cerveja artesanal com o uso de rolhas. Cervejeiros caseiros e comerciais escolhem arrolhar por uma razão simples: a garrafa fica bonita e parece mais valiosa. Estudos confirmam que consumidores pagam mais por cervejas arrolhadas do que por cervejas com tampinha. O problema começa quando essa decisão estética ignora completamente o que a rolha faz do ponto de vista técnico.

Neste episódio da série A Hora Ácida, Henrique Boaventura recebe novamente Diego Simão, cervejeiro da Cozalinda, em Santa Catarina. Diego é referência no uso de rolhas em cervejas ácidas e complexas e vai fundo na ciência e na prática por trás de uma das decisões de envase mais mal compreendidas do setor.

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#327 – Da agência à cervejaria: a jornada de Vinícius Baumhardt

Vinícius Baumhardt

Todo cervejeiro caseiro já imaginou o que seria viver de cerveja. Poucos colocam isso em prática, e menos ainda chegam a trabalhar numa cervejaria no exterior. Vinícius Baumhardt fez esse caminho, e o ponto de partida foi uma decisão tomada num aeroporto depois de meses de esgotamento. Hoje é Gerente de Qualidade na Uiltje Brewing Company, em Haarlem, na Holanda, com mais de quatro anos na empresa.

Vini é formado em publicidade e trabalhou sete anos como gestor de contas em agências de Porto Alegre. A virada começou em 2008, durante um intercâmbio de um ano na Irlanda. Conheceu Guinness, Hoegaarden e um universo de cervejas que simplesmente não existia no Brasil. Voltou diferente, mas seguiu na publicidade por anos. Até que o esgotamento chegou.

Viajava de duas a três vezes por semana para São Paulo e Curitiba, dormia pouco, e num aeroporto uma colega disse a frase que ficou: “Se tu não tomares a decisão, alguém vai tomar por ti. E vai ser muito mais doloroso“. No dia seguinte, foi trabalhar decidido a pedir demissão. A empresa o chamou para uma sala e anunciou a reestruturação do time. Ganhou rescisão, seguro-desemprego e a janela de tempo que precisava.

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#326 – Lacto ou Lachancea? A nova disputa das Catharina Sours

A Catharina Sour parece simples de descrever: cerveja de trigo, ácida, com fruta, cor intensa e muita refrescância. Mas por trás dessa aparente simplicidade existe uma decisão técnica central que define tudo: de onde vem a acidez? O Lactobacillus segue sendo o padrão de referência, mas as leveduras Lachancea thermotolerans estão ganhando espaço no mercado. Para mergulhar nessa disputa, o Brassagem Forte trouxe Plati Pedraja, cervejeiro caseiro e número 1 no ranking nacional de prestígio, com histórico extenso de medalhas em Catharina Sour nos maiores concursos do país.

Antes de comparar os microorganismos, é preciso alinhar o que é uma Catharina Sour bem feita. Para Plati, a resposta está no guia: refrescante, ácida, com caráter de frutas vivas e fermentação limpa. O equilíbrio é inegociável. Acidez em excesso desequilibra; acidez tímida demais descaracteriza o estilo. O alvo é uma acidez firme e lática, aquela que lembra iogurte, não vinagre. O pH ótimo para o estilo, na experiência de Plati, fica em 3,2.

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#325 – Anatomia de uma cerveja #2: Daenerys (feat. Fabio Koerich)

Em 2015, sair de um bar com uma cerveja cor-de-rosa na mão era um evento. As pessoas paravam, apontavam e perguntavam o que era aquilo. Era a Daenerys da Armada Cervejeira, ainda sem esse nome e sem a história que viria a acumular.

Neste episódio, Fabio Koerich, o Fabito, um dos fundadores da Armada e cervejeiro caseiro desde 2008, conta a origem da cerveja, a origem da Catarina Sour como estilo e cada detalhe técnico de como reproduzi-la.

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#324 – Fazer cerveja é fácil, o difícil é não quebrar a lei (feat. André Lopes)

Brassagem Forte - Advogado Cervejeiro

Quase todo cervejeiro caseiro já se fez a mesma pergunta: dá para vender? Seja para recuperar o custo da brassagem, presentear com cobrança simbólica ou finalmente transformar o hobby em negócio, a dúvida aparece cedo.

No episódio 324 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebeu André Lopes, advogado especializado em direito cervejeiro e coautor do livro Direito para o Mercado Cervejeiro, para colocar os pingos nos is sobre o que está na lei e quais são os riscos reais de quem produz fora das normas.

André Lopes atua há quase dez anos na defesa de cervejarias artesanais e já atendeu mais de 400 estabelecimentos em todo o Brasil. O recado dele desde o início foi claro: o objetivo não é assustar ninguém, mas informar para que cada um tome decisões conscientes sobre o próprio risco.

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#323 – Brassando com Estilo: British Strong Ale (feat. John Palmer)

Entre as cervejas de alta densidade da tradição inglesa, a British Strong Ale ocupa um lugar curioso: não é tão robusta quanto um Barleywine, não carrega a oxidação esperada de uma Old Ale, e não tem o amargor proeminente de uma IPA. Ela existe num espaço próprio, entre os 5,5% e os 8% de teor alcoólico, definida principalmente pelo equilíbrio entre malte, ésteres frutados e uma secura no final que contraria a expectativa de quem olha para uma cerveja de alta densidade.

Neste episódio, Henrique Boaventura recebe John Palmer, referência internacional da literatura cervejeira, para uma conversa direta sobre como entender, construir e beber bem esse estilo.

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#322 – Qualidade como cultura na produção de cerveja (feat. Alexandre Esber)

Todo cervejeiro caseiro já teve aquela cerveja que saiu perfeita. Lupulada na medida certa, corpo exato, a espuma que ficou até o fundo do copo. Aí veio a segunda produção tentando repetir, e saiu completamente diferente. No episódio 322 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe Alexandre Esber, engenheiro químico, mestre cervejeiro com 28 anos de experiência e responsável pela Academia da Cerveja (escola cervejeira da Ambev voltada ao público externo), para falar sobre o que separa sorte de qualidade.

Esber começou na Brahma e passou os últimos 28 anos dentro da Ambev, dividido entre produção e controle de qualidade. O ângulo que ele traz é raro: é alguém que conhece o processo industrial de perto, mas consegue traduzir esses princípios para quem produz em casa.

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#321 – A Hora Ácida #12: Julgando Forte, Cozalinda

Cervejas ácidas complexas são, por definição, as mais difíceis de avaliar em concursos. Além de exigirem juízes com experiência sensorial específica, elas carregam uma questão que o Brasil ainda não resolveu: os guias que definem os estilos foram escritos para o hemisfério norte, e o terroir daqui entrega resultados completamente diferentes.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe mais uma vez Diego Simão, da Cozalinda, para uma edição especial do Julgando Forte, onde a teoria e a prática se encontram no copo.

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#320 – Banco de leveduras, com Gabriela Müller

Banco de leveduras

A cervejaria faz o mosto. A levedura faz a cerveja. Essa premissa é amplamente conhecida. Mas, na prática, a levedura ainda é tratada por muitas cervejarias como mais um insumo descartável. Além disso, muito se fala sobre receita, ingredientes e processo, mas pouco se discute sobre como preservar a identidade genética dessa levedura ao longo do tempo.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura conversa com Gabriela Müller, Diretora Técnica da Levteck Tecnologia Viva, sobre o que de fato é um banco de leveduras profissional: da criopreservação ao controle de pureza, passando pelas regras que toda cervejaria precisa seguir para evitar a deriva genética.

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