#326 – Lacto ou Lachancea? A nova disputa das Catharina Sours

A Catharina Sour parece simples de descrever: cerveja de trigo, ácida, com fruta, cor intensa e muita refrescância. Mas por trás dessa aparente simplicidade existe uma decisão técnica central que define tudo: de onde vem a acidez? O Lactobacillus segue sendo o padrão de referência, mas as leveduras Lachancea thermotolerans estão ganhando espaço no mercado. Para mergulhar nessa disputa, o Brassagem Forte trouxe Plati Pedraja, cervejeiro caseiro e número 1 no ranking nacional de prestígio, com histórico extenso de medalhas em Catharina Sour nos maiores concursos do país.

Antes de comparar os microorganismos, é preciso alinhar o que é uma Catharina Sour bem feita. Para Plati, a resposta está no guia: refrescante, ácida, com caráter de frutas vivas e fermentação limpa. O equilíbrio é inegociável. Acidez em excesso desequilibra; acidez tímida demais descaracteriza o estilo. O alvo é uma acidez firme e lática, aquela que lembra iogurte, não vinagre. O pH ótimo para o estilo, na experiência de Plati, fica em 3,2.

Confira esse papo!

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#325 – Anatomia de uma cerveja #2: Daenerys (feat. Fabio Koerich)

Em 2015, sair de um bar com uma cerveja cor-de-rosa na mão era um evento. As pessoas paravam, apontavam e perguntavam o que era aquilo. Era a Daenerys da Armada Cervejeira, ainda sem esse nome e sem a história que viria a acumular.

Neste episódio, Fabio Koerich, o Fabito, um dos fundadores da Armada e cervejeiro caseiro desde 2008, conta a origem da cerveja, a origem da Catarina Sour como estilo e cada detalhe técnico de como reproduzi-la.

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#324 – Fazer cerveja é fácil, o difícil é não quebrar a lei (feat. André Lopes)

Brassagem Forte - Advogado Cervejeiro

Quase todo cervejeiro caseiro já se fez a mesma pergunta: dá para vender? Seja para recuperar o custo da brassagem, presentear com cobrança simbólica ou finalmente transformar o hobby em negócio, a dúvida aparece cedo.

No episódio 324 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebeu André Lopes, advogado especializado em direito cervejeiro e coautor do livro Direito para o Mercado Cervejeiro, para colocar os pingos nos is sobre o que está na lei e quais são os riscos reais de quem produz fora das normas.

André Lopes atua há quase dez anos na defesa de cervejarias artesanais e já atendeu mais de 400 estabelecimentos em todo o Brasil. O recado dele desde o início foi claro: o objetivo não é assustar ninguém, mas informar para que cada um tome decisões conscientes sobre o próprio risco.

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#323 – Brassando com Estilo: British Strong Ale (feat. John Palmer)

Entre as cervejas de alta densidade da tradição inglesa, a British Strong Ale ocupa um lugar curioso: não é tão robusta quanto um Barleywine, não carrega a oxidação esperada de uma Old Ale, e não tem o amargor proeminente de uma IPA. Ela existe num espaço próprio, entre os 5,5% e os 8% de teor alcoólico, definida principalmente pelo equilíbrio entre malte, ésteres frutados e uma secura no final que contraria a expectativa de quem olha para uma cerveja de alta densidade.

Neste episódio, Henrique Boaventura recebe John Palmer, referência internacional da literatura cervejeira, para uma conversa direta sobre como entender, construir e beber bem esse estilo.

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#322 – Qualidade como cultura na produção de cerveja (feat. Alexandre Esber)

Todo cervejeiro caseiro já teve aquela cerveja que saiu perfeita. Lupulada na medida certa, corpo exato, a espuma que ficou até o fundo do copo. Aí veio a segunda produção tentando repetir, e saiu completamente diferente. No episódio 322 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe Alexandre Esber, engenheiro químico, mestre cervejeiro com 28 anos de experiência e responsável pela Academia da Cerveja (escola cervejeira da Ambev voltada ao público externo), para falar sobre o que separa sorte de qualidade.

Esber começou na Brahma e passou os últimos 28 anos dentro da Ambev, dividido entre produção e controle de qualidade. O ângulo que ele traz é raro: é alguém que conhece o processo industrial de perto, mas consegue traduzir esses princípios para quem produz em casa.

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#321 – A Hora Ácida #12: Julgando Forte, Cozalinda

Cervejas ácidas complexas são, por definição, as mais difíceis de avaliar em concursos. Além de exigirem juízes com experiência sensorial específica, elas carregam uma questão que o Brasil ainda não resolveu: os guias que definem os estilos foram escritos para o hemisfério norte, e o terroir daqui entrega resultados completamente diferentes.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe mais uma vez Diego Simão, da Cozalinda, para uma edição especial do Julgando Forte, onde a teoria e a prática se encontram no copo.

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#320 – Banco de leveduras, com Gabriela Müller

Banco de leveduras

A cervejaria faz o mosto. A levedura faz a cerveja. Essa premissa é amplamente conhecida. Mas, na prática, a levedura ainda é tratada por muitas cervejarias como mais um insumo descartável. Além disso, muito se fala sobre receita, ingredientes e processo, mas pouco se discute sobre como preservar a identidade genética dessa levedura ao longo do tempo.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura conversa com Gabriela Müller, Diretora Técnica da Levteck Tecnologia Viva, sobre o que de fato é um banco de leveduras profissional: da criopreservação ao controle de pureza, passando pelas regras que toda cervejaria precisa seguir para evitar a deriva genética.

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#319 – Caçador de Estilos Perdidos #3: Kottbusser

Caçador de estilos perdidos #3

A cerveja alemã que nunca foi “pura” e por isso desapareceu

Quando falamos em cerveja alemã, a imagem imediata é de pureza, clareza e poucos ingredientes. A Reinheitsgebot virou símbolo de tradição. Mas essa narrativa esconde uma história mais complexa, e a Kottbusser é a prova mais direta disso. Ela foi uma cerveja real, produzida por séculos na Alemanha, que usava trigo, aveia, mel e açúcar. E desapareceu não por falta de qualidade, mas porque se tornou ilegal.

Neste episódio de Caçador de Estilos Perdidos, Henrique Boaventura mergulha na história, na técnica e no desaparecimento forçado de um estilo que pode ser recriado hoje por qualquer cervejeiro artesanal.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#318 – Anatomia de uma cerveja: Krispy Lager

Krispy Lager

Um novo formato para dissecar uma cerveja de verdade

Henrique Boaventura estreia o quadro “Anatomia de uma Cerveja” com uma proposta simples e poderosa: pegar uma cerveja comercial e destrinchar sua criação do zero. Por isso, o convidado é Raul Schuchovsky, da Frohen Feld, de Curitiba, para contar a história da Krispy Lager: concepção, testes, ajustes e, finalmente, o que chega ao copo.

Além disso, a conversa é um retrato de como uma lager leve pode ser tecnicamente exigente. Afinal, quando a cerveja vira “folha em branco”, qualquer ruído aparece. Portanto, entender a Krispy é entender processo.

Para saber mais, aperte o play!

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#317 – A Hora Ácida #11 – Topzeira Ácida

Há anos, Diego Rzatki, da Cozalinda, defende que cervejas ácidas brasileiras têm identidade e qualidade suficientes para competir com qualquer cerveja do mundo. Em 2026, o Concurso Brasileiro de Cerveja deu uma resposta incontestável: pela primeira vez na história do evento, o Top 3 foi formado inteiramente por cervejas ácidas, e todas com estilos 100% brasileiros.

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura e Diego analisam cada medalha, os bastidores e o que esse resultado significa para o mercado.

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